A Bela Adormecida [vídeo]

Conto “A Bela Adormecida” em vídeo, numa edição da Walt Disney de 1959.

A Bela Adormecida é um clássico conto de fadas, originalmente denominado “Dornröschen”, o que, traduzido à letra, significa qualquer coisa como “Florzinha Espinho”. A versão mais conhecida é a dos Irmãos Grimm, publicada em 1812, e crê-se que foi inspirada no conto “Sol, Lua e Talia” de Giambattista Basile (1634) e na versão do escritor francês Charles Perrault publicada em 1697, “A Bela Adormecida no Bosque”.
O conto foi adaptado para ballet em 1890 por Tchaikovsky e mais tarde para o cinema pela Disney, em 1959.

Neste conto, ao contrário de muitos outros em que os heróis têm de passar por grandes provas, a personagem reflete a necessidade de concentração em nós próprios.
Muitas vezes, sobretudo durante a adolescência, há a necessidade dos jovens se refugiarem neles próprios, passando por períodos de passividade e lassidão. Este conto transmite a ideia de que a passividade não impede a evolução e de que ao fim de algum tempo tudo regressa ao normal.
“Após se terem fortalecido na solidão, eles têm agora de se tornar eles próprios…. A Bela Adormecida encoraja a criança a não recear os perigos da passividade….A Bela Adormecida diz que um longo período de sossego, de contemplação, de concentração em si próprio, pode conduzir aos maiores efeitos.”
(Bettelheim 2011, pp. 344 e 345)

Esta entrada foi publicada em Contos & Valores, Multimedia, Passividade e Lassidão, Solidão. ligação permanente.